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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

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Os 3 últimos desejos de Alexandre "O Grande"



Quando, à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:
Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);

Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:

Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Começar de novo

O que sei deste e que ele foi escrito por um argentino,quando deu uma enchente anos atrás.
Uma reflexão de como uma trágedia muda profundamente a vida das pessoas.





Eu tinha medo da escuridão, até que as noites se fizeram longas e sem luz;

Eu não resistia ao frio facilmente, até passar a noite molhado numa laje;

Eu tinha medo dos mortos, até ter que dormir num cemitério

Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires; até que me deram abrigo e alimento;

Eu tinha aversão a Judeus, até darem remédios aos meus filhos

Eu adorava exibir a minha nova jaqueta, até dar ela a um garoto com hipotermia;

Eu escolhia cuidadosamente a minha comida, até que tive fome;

Eu desconfiava da pele escura, até que um braço forte me tirou da água;

Eu achava que tinha visto muita coisa, até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas;

Eu não gostava do cachorro do meu vizinho, até naquela noite eu ouvi-lo ganir até se afogar;

Eu não lembrava os idosos, até participar dos resgates;

Eu não sabia cozinhar, até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome;

Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras, até ver todas cobertas pelas águas;

Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome, até a gente se tornar todos seres anônimos;

Eu não ouvia rádio, até ser ele que manteve a minha energia;

Eu criticava a bagunça dos estudantes, até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias;

Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos, agora nem tanto

Eu vivia numa comunidade com uma classe política, mas agora espero que a correnteza tenha levado embora

Eu não lembrava o nome de todos os estados, agora guardo cada um no coração

Eu não tinha boa memória, talvez por isso eu não lembre de todo mundo, mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos

Eu não te conhecia, agora você é meu irmão

Tínhamos um rio, agora somos parte dele

É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio.
Graças a Deus.
Vamos começar de novo.

domingo, 14 de dezembro de 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008

Árvores generosas



A gratidão é uma rara virtude. É comum as pessoas guardarem mágoas por muitos anos de coisas desagradáveis que vivenciaram.

Mas se esquecem, com rapidez, das dádivas que lhes foram ofertadas, ao longo da vida.

Isso nos recorda de uma história simples e fantasiosa, que chegou a ser tema de um filme de curta-metragem, chamado A árvore generosa.

É a história de uma árvore que se apaixona por um garoto.

Moleque, ele se balançava nos seus galhos. Colocou um balanço e imaginava voar, balançando-se sempre mais alto, mais alto.

Subia nela, até o topo, para ver à distância, imaginando que a árvore era um navio e ele estava em alto mar, à busca de terras a serem descobertas.

Na temporada das frutas, ele se servia das maçãs, deliciando-se com elas.

Cansado, dormia à sua sombra. Eram dias felizes e sem preocupações. A árvore gostava muito dessa época.

O menino cresceu e se tornou um rapaz. Agora, por mais que a árvore o convidasse para brincar, ele não ouvia.

Seu interesse era angariar dinheiro, muito dinheiro. A árvore generosa lhe disse, um dia:

Apanhe minhas maçãs e as venda.

O jovem aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz.

Por um largo tempo, ela não o viu. Ele se transferiu para outros lugares, viajou, angariou fama e fortuna.

Quando ela o viu, outra vez, sorriu, feliz e o convidou para brincar.

Contudo, ele agora era um homem maduro. Estava cansado do mundo. Preocupações lhe enrugavam a testa.

Tantos eram os problemas que nem ouviu o coração da árvore bater mais forte quando ele se encostou, de corpo inteiro, à sua sombra, para pensar.

Queria sumir, desaparecer, desejando em verdade fugir dos problemas.

A árvore generosa lhe sussurrou aos ouvidos e agora ele ouviu:

Derrube-me ao chão, pegue meu tronco e faça um barco para você. Faça uma viagem, navegando nele.

Ele aceitou a sugestão e a árvore tornou a se sentir feliz.

Muitos anos se passaram. Verões de intenso calor, primaveras de flores, invernos de ventos e noites solitárias.

Finalmente, o homem retornou. Estava velho e cansado demais para brincar, para sair em busca de riqueza ou para navegar pelos mares.

A árvore lhe sugeriu:

Amigo, fui cortada, já não tenho sombra. Sou somente um toco. Que tal sentar e descansar?

O velho aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz.

* * *

Fazendo uma retrospectiva de nossas vidas, comparando-as com a da árvore e do menino, é possível que nos identifiquemos em alguns pontos.

Quantas árvores generosas tivemos na vida? Quantas nos deram parte delas para que crescêssemos e pudéssemos alcançar nossos objetivos?

Quantas árvores generosas nos sustentaram nas horas difíceis, alimentando-nos com seus recursos?

Foram muitas, muitas mesmo.

Se as fôssemos enumerar todas, talvez não coubessem seus nomes em uma só folha de papel: pais, amigos, irmãos, vizinhos, colegas.

Por isso, essa é uma homenagem de gratidão a todas as árvores generosas dos nossos caminhos. A todos os que foram sustento, abrigo, aconchego, fortaleza.

Obrigado, amigos. Obrigado, Senhor da Vida.

domingo, 7 de dezembro de 2008

sábado, 6 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008